
Integrar instituições, compartilhar dados, produzir pesquisas e fomentar políticas públicas voltadas ao desenvolvimento saudável são as diretrizes que norteiam o acordo de cooperação técnica assinado, nesta quinta-feira (27), pela Universidade de Brasília, Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Brasília) e Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs-DF).
A parceria técnico-científica visa fortalecer a Sala de Situação do DF, plataforma digital que reúne e disponibiliza informações sobre o sistema público de saúde do Distrito Federal. Nesse ambiente virtual, qualquer pessoa pode consultar números, tabelas, gráficos, mapas e documentos relacionados aos atendimentos e procedimentos da rede local.
A ideia do acordo é ampliar as potencialidades da ferramenta e consolidá-la como instrumento de transparência, de produção científica e de avaliação contínua de políticas públicas nas áreas de saúde, tecnologia e inovação. “É um jogo de ganha-ganha. As instituições de pesquisa e ensino irão usar os dados da Sala de Situação para produzir ciência, e esses estudos serão base para ações do governo”, afirmou o secretário de Saúde do Distrito Federal, Humberto Fonseca.
“Esse é nosso papel. Fazer ensino, pesquisa e extensão com excelência, melhorar a educação do nosso país e a qualidade de vida da população. Com olhos direcionados ao futuro, ao avanço da sociedade brasileira perante o mundo, e para que não retrocedamos nisso”, enfatizou Márcia Abrahão, reitora da UnB.
A representante máxima da Universidade também destacou a relevância da integração entre várias instituições para promover ciência, tecnologia e inovação. Segundo Márcia, mesmo em tempos de crise, a UnB conseguiu ampliar suas parcerias e acelerar a tramitação desses projetos. “Reduzimos o tempo médio de aprovação das propostas de um ano para cinco meses”, observou.

COOPERAÇÃO TÉCNICA – Por meio da Sala de Situação do DF, projeto da Secretaria de Saúde e da Fiocruz, é possível consultar, por exemplo, números atualizados sobre atendimentos ambulatoriais, hospitalares ou aqueles feitos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu); autorizações de internação; diárias e lista de espera de leitos de UTI; quantidade de diagnósticos de dengue, Aids, HIV e sífilis, além de dados de gestão, como execução orçamentária e estrutura.
“É um sistema de inteligência cooperativa, com a participação de diferentes áreas de conhecimento que, ao impactar a pesquisa e as políticas públicas, fornece informações qualificadas ao cidadão”, diz o coordenador de integração estratégica da Fiocruz Brasília, Wagner Martins. Com a ampliação da parceria, a plataforma funcionará como “um modelo de ciência digital para desenvolver metodologias que produzirão respostas científicas e de gestão”.
De acordo com a diretora da Fiocruz, Fabiana Damásio, a cooperação é uma das primeiras parcerias após o novo marco legal para a ciência e tecnologia e coroa um trabalho em prol da transparência e do aumento de mecanismos para avaliação e monitoramento das políticas públicas. “Avançamos juntos para construir ações coletivas focadas na melhoria das condições de vida e de saúde das pessoas. Isso mostra a complexidade do projeto e o poder das instituições”, resume.
Articulação importante também para a Fepecs, na opinião da diretora-executiva Maria Dilma Teodoro: “Temos outras parcerias com a UnB e a Fiocruz que fortalecem nosso papel na produção de pesquisas na área da saúde. Uma missão que vai além da função de ensino e contribui para as políticas públicas do Distrito Federal".